Sicilia: um passeio pela terra dos três mares

Tempo de leitura: 3 minutos

Por Rogério Ruschel (*)

Lembra das brincadeiras na escola? O mapa da Itália parece uma “bota” – e a “bola” que ela está chutando é a Sicilia. Banhada por três oceanos – os mares Tirreno, Jônico e Mediterrâneo, de onde se originou seu slogan de Trimare (tres mares) – a Sicília é um mundo à parte, separada da Itália pelo Estreito de Messina, ponto de passagem entre o Ocidente e o Oriente. 

Ao longo dos séculos esta ilha foi cobiçada por todos os povos e grandes conquistadores da história, e no comportamento de seu povo e no território convivem nítidos vestígios das culturas fenícia, grega, romana, árabe, normanda, espanhola, alemã, francesa e outras mais antigas. E tudo isso aparece hoje para o turista na forma de um tesouro arqueológico, arquitetônico e cultural sem igual. 

A Sicilia é tão extraordinária que lá existem mais monumentos da Grécia Antiga do que na própria Grécia. Lá está também a casa romana mais bem conservada do mundo, em Piazza Armerina; no Vale dos Templos, em Agrigento, convivem ruínas gregas e romanas de templos com mais de 25 séculos – tudo tombado como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

Na Sicilia come-se e bebe-se maravilhosamente bem. A gastronomia é variada, com pratos campestres, muitos temperos e ervas, pastas e, é claro, frutos do mar. O vinho vem sendo feito na Itália há muitos séculos, e a Sicília, por sua posição geográfica, teve a oportunidade de aprimorar processos de cultivo e de industrialização diferenciados.

A partir de castas de uvas como Inzolia, Grecanica, Nero d’ Avola, Perricone, Frappato, Nerello Mascalese e Catarrato, a Sicília produz em torno de 237 milhões de galões por ano, sendo a a segunda maior produtora de vinhos da Itália. Para quem aprecia, vai encontrar na ilha uma cultura enogastronômica acompanhada de atrações históricas e arquitetônicas sem igual.

Pois em 2005 tive a sorte de ser contratado para passar 30 dias na ilha fazendo visitas, sendo “obrigado” a conhecer atrativos e mantendo contatos especiais com especialistas em cultura e turismo e operadores turísticos, para montar roteiros de turismo cultural e ecológico, para serem comercializados para comunidades italianas de São Paulo e Nova Iorque – as cidades com mais descendentes de italianos ricos do mundo. Pois acredite, caro leitor: 30 dias não foi suficiente!

Visitei a região do Vale do Alcântara e passeei no Parque do vulcão Etna; visitei Catania e Caltagirone, Taormina e Forza D’Agró. Estive nas fantásticas ruínas gregas e romanas de Agrigento, no Templo de Segesta, na casa romana de Piazza Armerina e na capital Palermo. E evidentemente na região vinícola do nordeste, onde ficam Marsala, Trapani e a surpreendente Erice. E vou ter a alegria de relembrar tudo isto em uma série de posts que inicio hoje. Vou começar por Messina, no próximo post. Um brinde a isso, caro leitor.

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(*) Rogério Ruschel, editor deste blog é turista inveterado, jornalista e consultor especializado em sustentabilidade. Ruschel esteve na Sicília durante 30 dias, em 2005, pesquisando roteiros turísticos.

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