Caminhos de Pedra na Linha Palmeiro, serra gaúcha: uma viagem no tempo

Tempo de leitura: 3 minutos

 

Por Marcia Monteiro (*)
Marcia Monteiro é uma jornalista que descobre recantos diferenciados da serra gaúcha e como estamos no inverno, In Vino Viajas apresenta as descobertas da Marcia na Linha Palmeiro, município de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Além das fotos da Marcia, incluimos imagens retiradas do site do roteiro – entre as quais a foto acima, que mostra Nora Merlo, proprietária da Casa Righesso, no início do projeto Caminhos de Pedra. Vamos passear com a Marcia.

 

 “Mais uma vez tive o prazer de visitar a Serra Gaúcha, este pedaço de Brasil que tem lugar garantido no meu coração…

 

E desta vez tive a oportunidade de conhecer um pouco melhor o roteiro Caminhos de Pedra. Localizado na Linha Palmeiro, uma das maiores linhas de colonização italiana e que no final do século XIX teve seu momento áureo, pois era a única ligação entre a colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves) e a colônia Caxias. Veja abaixo uma foto de 1920 mostrando casas que você encontra ainda hoje no roteiro.

 

Devido ao grande movimento neste trecho, foram construídas inúmeras casas e estabelecimentos comerciais. Porém, a partir de 1970, com abertura da rodovia que ligava Porto Alegre ao norte do estado, a Linha Palmeiro caiu em desuso, e consequentemente no esquecimento.

 

Em 1987, através de um projeto idealizado pelo engenheiro Tarcísio Michelon e o arquiteto Júlio Posenato que visava resgatar e preservar a cultura trazida pelos imigrantes italianos que chegaram na região a partir de 1875 (e plantavam vinhedos, como o abaixo), foi realizado um levantamento arquitetônico de todo o interior de Bento Gonçalves.

 

Assim, foi constatado que a Linha Palmeiro possuía o maior acervo de casas antigas feitas em pedra e madeira, e que contavam parte da história da imigração – como a Casa da Ovelha, abaixo.

 

Com a recuperação arquitetônica, Caminhos de Pedra se tornou um atrativo turístico de Bento Gonçalves, e hoje possui 15 pontos de visitação, como a Casa da Ovelha, a Casa da Erva Mate – com seu moinho d’água (abaixo)e a Casa da Tecelagem (veja abaixo um mostruário de tecidos).

 

Outros achados foram as Vinícola Salvati e Sirena – que fazem um resgate das uvas italianas, a Vinícola Strapazzon – onde é possível conhecer as antigas ferramentas usadas na vinificação pelos primeiros imigrantes – veja abaixo.

 

A Pousada Cantelli, uma casa construída em 1878, hoje disponibiliza três apartamentos para hospedagem, mais de 130 anos depois de construída – veja abaixo.

 

Em 2009, Caminhos de Pedra foi declarado Patrimônio Histórico Cultural do Rio Grande do Sul. Prepare-se para uma deliciosa viagem no tempo…”

 

Dica de Rogerio Ruschel, o editor: O Roteiro Caminhos de Pedra funciona 365 dias por ano das 9 às 17:30 hs e além das atrações citadas pela Marcia no post, existem cerca de 50 outros pontos de observação do patrimônio arquitetônico e da paisagem indicados, descritos e localizados no mapa que pode ser baixado do site

Marcia e um dos tradicionais muros de pedra que denominaram o roteiro

(*) Marcia Monteiro é carioca, jornalista e guia de enoturismo. Mantém o blog “Viagens de Marcia por el mundo de Dios!” onde este post foi publicado originalmente – http://viagensdemarcia.blogspot.com.br

 

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