Portugueses desenvolvem rolha com chip; com um smartphone consumidor saberá tudo sobre o histórico do vinho

Tempo de leitura: 2 minutos

Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor ou leito, tenho tentado atualizar esta noticia que publiquei em junho de 2014 , mas ainda não consegui. A Universidade de Aveiro, Portugal, está desenvolvendo uma rolha de cortiça com um chip (foto acima) capaz de dar informações completas sobre o vinho. Em tese será uma midia eletrônica que poderá informar a composição das uvas, a região, data e condições de colheita, datas e dados de todo o processo de produção, os dados do produtor e até mesmo contar a história da familia produtora e informações de turismo – o que será um charme em um jantar a dois. O invento poderá ser útil para os consumidores mas também para os produtores porque poderá certificar rótulos e permitir controle de estoques pelos restaurantes. As pesquisas vem sendo feitas por Ricardo Gonçalves, doutorando em Engenharia Eletrônica no Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro, Portugal e que, com Roberto Magueta, desenvolve a pesquisa sob orientação do professor Nuno Borges.
Valorizar a rolha de cortiça é também uma boa estratégia mercadológica para os portugueses que são os maiores produtores mundiais deste produto (50% da produção mundial) com 725.000 hectares de área plantadacom a árvore do sobreiro, cuja casca é pura cortiça (veja fotos acima e abaixo) na região do Alentejo.
Aliás, foi no Alentejo (foto acima), a 70 minutos do aeroporto de Lisboa, que foi implantado o Ecorkhotel – Évora, Suites & Spa, o primeiro hotel totalmente revestido com cortiça do mundo, um charme e conforto – veja foto abaixo.
O protótipo atual tem um custo de um Euro, valor que pode ser muito reduzido quando for produzido em série. Neste terceiro protótipo, o chip é aplicado numa rolha que consegue ser colocada em praticamente qualquer garrafa de vinho, e tem uma pequena antena suficiente para permitir ao leitor obter os dados aproximando-o da garrafa. Por enquanto é preciso um leitor RFID para extrair os dados, que comunica por “Bluetooth” ou cabo USB a um computador, mas a perspetiva é que com a integração de tecnologias “Near Fill Comunications” (NFC) nos smartphones, eles possam ler as informações da rolha da garrafa de maneira direta.
Quer saber mais sobre o Alentejo? Clique aqui – http://www.invinoviajas.com/2014/09/alentejo-portugal-e-eleito-o-melhor/
(*) Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo e prefere garrafas de vinho com rolha de cortiça

 

7 Comentários


  1. Olá Rogério.

    Podes me dizer quais os vinhos portugueses mais procurados no Brasil?
    Como e a quanto é que vocês os compram?

    Obrigado.
    Peter Sousa

    Responder

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