Os cinco melhores castelos europeus para turismo e seus vinhedos maravilhosos

Tempo de leitura: 5 minutos

–>Por Rogerio Ruschel (*)

Meu caro leitor, prepare o fôlego porque vamos visitar cinco castelos-palácios: o Palácio da Pena em Sintra, Portugal; o Castelo Alcázar de Segóvia, Espanha; o Castelo de Neuschwanstein, perto da cidade de Hohenschwangau, na Alemanha; o Castelo de Walzin, na velha cidade de Dréhance, na Bélgica. Eles foram eleitos pela European Best Destinations no começo de 2015 como os cinco melhores castelos europeus para visitar. A European Best Destinations (EBD) é uma organização de turismo sediada em Bruxelas, na Bélgica, e se dedica a promover a cultura e o turismo de cultura na Europa. Na foto abaixo, a entrada na fachada principal.

–>O Palácio da Pena, em Sintra, Portugal, foi considerado o melhor da Europa porque, Segundo os especialistas da EBD é “o expoente máximo do romantismo do século XIX em Portugal, denotando claras influências arquitectónicas manuelinas e mouriscas”, e que “foi construído de forma a poder ser visto de qualquer ponto do parque da Pena” e é rodeado por “floresta e jardins luxuriantes com mais de 500 espécies diferentes de árvores vindas dos quatro cantos do planeta”. Na foto acima a entrada na fachada principal e abaixo o portão interior. Também abaixo o assustador pórtico de Tritão.

–>Bem próxima de Lisboa, Sintra é chamada pelos portugueses de capital do romantismo português, e como em toda Portugal, em Sintra se convive com vinhedos – e vinhedos muito antigos, com registros do escritor Políbio falando que estes vinhos seriam dos melhores da Europa já um século antes de Cristo. Em uma carta de 1520, D. João de Barros – o primeiro grande historiador português – faz muitas referências aos frutos do vale do Rio das Maçãs e ao vinho da região que se tornou famoso como vinho de Colares.

–>Em segundo lugar ficou o Alcázar de Segóvia (Castelo de Segóvia), na Espanha (acima), uma fortificação de pedra construída sobre um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores, próximo das montanhas de Guadarrama. É um dos mais inconfundíveis castelos-palácios da Espanha por causa de sua concepção, que parece a proa de um navio. Construído para ser uma fortaleza, serviu como palácio real, prisão do Estado, Colégio Real de Artilharia e academia militar. Dizem que é uma das inspirações para o Castelo da Cinderela, de Walt Disney.

–>Segovia está no contexto da DO Ribera del Duero (que inclui Valladolid, Burgos e Soria), uma região com cerca de 70 mil habitantes, 21 mil hectares de vinhedos e mais de 250 vinícolas que engarrafam anualmente quase 50 milhões de litros de vinho, especialmente de uvas Tempranillo (conhecida aqui pelos nomes Tinta del País ou Tinto Fino), Garnacha – e depois Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Petit Verdot e das castas brancas Albillo e Verdejo. Na foto acima alguns dos muitos vinhos da DO Ribera del Duero.

–>O terceiro castelo europeu mais interessante para turistas segundo a European Best Destinations é o castelo Neuschwanstein (acima), construído pelo rei Ludwig II na região da Baviera, Alemanha, bem perto da fronteira com a Áustria. Com a morte do rei em 1886 o castelo foi aberto ao público e se tornou um dos mais populares do mundo: todos os anos, 1,4 milhões depessoas visitam “o castelo do rei de conto de fadas”.  Ele foi construído por Luis II da Baviera a partir de 1869,  inspirado na obra de seu amigo e protegido o compositor Richard Wagner – o nome significa o “cavaleiro do Cisne”, uma referência à ópera Lohengrin, de Wagner.  Veja como fica o castelo na paisagem montanhosa e detalhe de um dos muitos quartos nas fotos abaixo.

–>A Baviera é a região mais turística da Alemanha. Repleta de vales e de cidades barrocas, está sempre abarrotadas de visitantes por ser a sede da famosa Rota Romântica, um dos roteiros turísticos mais procurados da Europa. É a terra da cerveja: é na região são realizadas as Oktoberfests há mais de 200 anos! Mas aqui também se produz muitos bons vinhos brancos em pequenas aldeias cercadas por vinhedos, muitas delas historicamente relacionadas à bebida, como a barroca Würzburg, a capital vinícola da Franconia, que produz bons vinhos brancos da uva silvaner, engarrafados nas Bocksbeutel, as garrafinhas com bojo redondo.

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–> O quarto da lista é o Castelo Hohenzollern, um palácio fortificado da Alemanha, cerca de 50 Km de Stuttgart, no coração da região das montanhas do Jura. No local existiram 3 castelos – o primeiro com registros de 1061, e o terceiro (o atual), foi inaugurado em 1867 pelo imperador Guilherme I. O edifício cobre quase todo o topo do monte e inclui quatro elementos principais: as fortificações, os edifícios do palácio, as capelas e o jardim.

–>Conhecida por suas feiras de negócios, por ser um polo de tecnologia e por museus dedicados aos automóveis (Porsche, Mercedes Benz), Stuttgart é cercada por vinhedos e o museu do vinho (Weinbaumuseum) no suburbia de Uhlbach mostra esta tradição vinícola. No final de agosto a cidade recebe milhares de visitantes para um grande festival do vinho, o Weindorf. Vá com calma para poder experimentar os diferentes vinhos brancos (weissweine), tintos (rotweine), rosés e espumantes (sekt), além de vinhos classificados chamados de de “Grosses Gewächs”.

–>O quinto castelo mais bacana para turismo fica no alto de um amplo promontório rochoso, acima de um meandro do rio Lesse, na província de Namur, Bélgica, bem perto da fronteira com a França: o Château de Walzin – veja acima. Embora a construção tenha começando no século 13 recebeu anexos e reconstruções pelos séculos adiante e dizem que muito pouco original restou. O escritor Vítor Hugo o admirava tanto que chegou a fazer um desenho dele em 1863. Não se pode falar com muito entusiasmo muito dos vinhedos belgas da região de Namour – que existem mas são pouco expressivos perto dos outros – mas em compensação come-se bem por lá.

 
(*) Rogerio Ruschel é jornalista em São Paulo, Brasil e gosta de castelos e vinhedos.

 

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