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Por Rogerio Ruschel
O universo intergaláctico de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) com o inesquecível volcano Sr. Stock foi modelo da série brasileira “Rogertrak, o enófilo das galaxias”, o primeiro projeto editorial do mundo que associa o vinho com aventura, ficção, humor, história e cultura e coloca “o néctar dos deuses em embalagem de cultura pop, rejunescendo a linguagem e facilitando a comunicação com jovens para conquistar novos consumidores”, como diz o autor, o sommnelier e jornalista de cultura de vinho do Brasil, Rogerio Ruschel.
Os quatro primeiros capítulos publicados como e-books já estão disponíveis na Amazon.com (digite Rogertak): De Órion para a Terrra: a origem, a tripulação e os equipamentos de Rogertak; O vinho de talha, as ânforas voadoras e os mistérios do Alentejo; Leonardo da Vinci, o vinhedo de Malvasia de Cândia e o sorriso da Mona Lisa e O Riesling vintage de 1561, a batalha de Nuremberg e os frades fofoqueiros – veja abaixo. Todos os e-books são uma produção da In Vino Viajas Storytelling & Books do Brasil em parceria com a Brioworkx, da Índia.

O que é a saga Rogertrak
Antak Nibiru Caronte é um reptiliano do Cinturão de Órion que fez um pouso de emergência na Terera, em Roswell e foi levado para a Área 51 onde foi aprisionado, interrogado e obrigado a fazer re-engenharia do disco voador. Um dia provou um vinho Shiraz e teve uma epifania: sentiu aromas inexplicáveis e percepções de café recém torrado, frutas venusianas e abóboras corintianas. Se apaixonou perdidamente por vinhos, abduziu o jornalista e sommelier terráqueo Rogerio Ruschel, assumiu seu conhecimento de 25 anos sobre a cultura do vinho e decidiu compartilhar estas histórias com amigos de outros planetas. Assim Rogerio + Antak se tranformou em Rogertak, o enófilo das galáxias.
Com uma tripulação especial de dois ETs Grey e um Ser angelical, uma adega-nave de engenharia Kepleriana com mais de 100 mil garrafas e equipamentos Anunnaki especiais, Rogertak e sua turma viajam pelo Tempo, Espaço e Dimensões através de Buracos de Minhoca para promover o vinho da Terra em outros planetas, luas e satélites. Rogertrak e sua trupe visitaram Leonardo da Vinci para conhecer seu vinhedo com “geometria líquida” e seus vinhos de Malvasia de Cândia; foram ao Alentejo de Portugal nos anos 148 e 2026 para conhecer o vinho de talha criado pelos romanos; ajudaram Noé a se recuperar do porre com as vinhas do pós-Dilúvio; visitaram Gilgamesh, o rei de Uruk, na Mesopotâmia, para avaliar o vinho dos seus 100 anos de vida; foram testemunhas oculares da batalha de discos voadores em Nuremberg no ano de 1561, descobriram fofocas de frades e documentos secretos do Vaticano.
Rogertak faz cursos, degustações, harmonizações, avaliações e masterclasses; ajuda viticultores de estrelas longinquas, pesquisa castas novas e media conflitos entre sociedades alienígenas. Rogertak é presidente da fabulosa Confraria Vinhateiros das Galáxias que leva especialistas para ensinar extraterrestres, foi convocado pela ONU para apaziguar a grande Guerra Interplanetária da Champanhe da França contra Jupiter e liderou a visita de viticultores de 14 planetas à casa e vinhedo de Steven Spielberbg para fazer um convite muito especial. Mas também passa dificuldades com a culinária estranha que encontra pelas galáxias, como para harmonizar vinhos da Terra com alpistranos gordos cozidos em Júpiter, escorpiões selvagens de caça em Órion e tardígrados antigos em um grande jantar em Vênus.
Alguns produtores e comunicadores de vinhos acreditam que manter o vinho como um produto sofisticado e complicado agrega valor ou preço, mas a realidade é que isso não está conquistando novos consumidores. De outro lado os trekkers (os milhões de seguidores de notícias sobre discos voadores) preferem manter um ambiente onde governantes e pessoas não querem reconhecer a verdade sobre os extraterrestres; desta forma alguém querendo tornar este assunto popular e descomplicado não interessa. Este tipo de preconceito também já é esperado.
Os preconceitos contra “Jornada nas Estrelas”
Em setembro de 1996, há 60 anos atrás, Gene Roddenberry um ex-piloto de avião na Segunda Grande Guerra, Herói de Guerra, então roteirista de televisão, criou uma saga de aventuras chamada “La conquista del espacio” (Star Trek) e também enfrentou desafios e preconceitos. Uma proposta maluca para uma época em que o sucesso eram viagens de carroções ao velho oeste norte-americano, xerifes e índios, o conceito da série era simples: um grupo de terráqueos e extraterrestres viajavam em uma espaçonave futurista pelo que hoje chamamos de “buracos de minhoca” se relacionando com sociedades diferentes com objetivos diferentes, às vezes conflitantes, e apaziguavam conflitos. Roddenberry tentou por três anos convencer uma emissora de TV no começo dos anos 1960, até que a série estreou na NBC em 8 de setembro de 1966 graças à decisão da atriz Lucille Ball, então estrela da TV e dona de um estudio de produção.
A série “Jornada nas Estrelas” fez um gigantesco sucesso mesmo com personagens inesperados como um extraterrestre híbrido de terráqueo com vulcano (o fabuloso Sr. Spock), uma mulher negra comandando homens brancos, um oriental, um escocês e um russo – e na época, fim da Guerra Fria, os russos eram inimigos mortais dos EUA. O impacto cultural foi tão gigante que gerou novas sequências na TV (como The Next Generation, Discovery e Strange New Worlds), inspirou dezenas de filmes e moldou a ficção científica moderna. O conteúdo virou cult e vem sendo repetido sem parar com sucesso estrondoso, até mesmo por Steven Spielberg, pelas poderosas Marvel e DC Comics, levando milhões de pessoas aos cinemas.
O sommelier e jornalista brasileiro Rogerio Ruschel se inspirou na mesma fonte. Criou o personagem Rogertak que lidera terráqueos e extraterrestres que viajam em uma nave por buracos de minhoca tendo relacionamentos com outras civilizações. Mas com alguns diferenciais: 1) o personagem principal é um híbrido, um terráqueo abduzido por um extraterrestre; 2) o grupo viaja pelas galáxias, mas especialmente pelo planeta Terra onde viaja no Tempo e no Espaço convivendo com a cultura, a história e a arte dos terráqueos, e não com armas e bombas; 3) a base do relacionamento entre as sociedades é a cooperação e não a violência; e finalmente, 4) o maior diferencial: o fio condutor de tudo é a apreciação de uma delícia criada por terráqueos, o vinho, que vem estrondoso sucesso em vários planetas.
Se você tivesse que oferecer um vinho a um extraterrestre da Lua, qual você ofereceria?