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Por Rogerio Ruschel
A Cooperativa Vinícola Garibaldi renovou a identidade visual de uma de suas marcas de vinhos de mesa mais tradicionais, a linha Vino Di Bartolo, valorizando a categoria responsável por cerca de 60% do consumo de vinhos no Brasil. Mesmo com o avanço dos vinhos finos com castas europeias nas últimas décadas, o vinho de mesa com uvas brasileiras continua sendo uma das principais portas de entrada para o consumo da bebida no Brasil – e com o incremento do Acordo Mercosul + União Europeia precisaremos ter produtos e marcas brasileiras fortalecidas.
Pessoalmente considero esta uma iniciativa inteligente e não apenas do ponto de vista comercial, mas também estratégico porque temos que acreditar nos recursos que temos, castas de uvas híbridas e americanas, vitis labrusca, tradicionalmente produzidas por descendentes de imigrantes como Isabel, Niágara, Niágara Rosada, Goethe, Lorena, Bordô, Concord, Martha, variedades Embrapa como Moscato Embrapa, BRS Lorena. Aliás, Niágara e Goethe já foram reconhecidos como produtos com Indicação Geográfica. No meu livro “O valor global do produto local” (Ed. Senac, 2019) – o primeiro do Brasil a propor a utilização de técnicas do marketing global para produtos locais – deixo bastante claro a tese do ex-reitor da Universidade de Harvard, John A. Quelch de que para ser global, antes um produto precisa ser local; Quer saber como? Leia aqui: https://www.amazon.com.br/valor-global-produto-local-territorial/dp/8539623285
Óbviamente nada tenho contra vinhos de uvas de vitis viniferas, aquelas castas européias que eu adoro, a classe média conhece e prefere e que estão no mundo todo, mas nossas uvas também são muito boas. Durante muito tempo tive preconceito contra vinhos de mesa, até que em agosto de 2023 fui um dos 12 membros da Comissão Julgadora da 1a. edição do Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa – CBVM, realizado na unidade de Viticultura e Enologia da Etec Benedito Storani – Etec BeSt, de Jundiaí – SP, uma das escolas do Centro Paula Souza, do governo do Estado de São Paulo.
Os 12 jurados foram orientados a não querer comparar um vinho feito com uvas Isabel com um vinho de uvas Riesling alemão, porque são produtos diferentes, com promessas e entregas diferentes; o que julgamos foram as qualidades intrínsecas de cada vinho, até porque muitos consumidores, por exemplo, preferem vinhos com gosto da uva que encontram em vinhos com uvas Niágara, Bordô (Folha de Figo), Isabel, Goethe e Moscato Embrapa. Publiquei duas matérias sobre este evento e minhas impressões, veja aqui:
* https://www.invinoviajas.com/vinhos-de-mesa-do-brasil/ e
* https://www.invinoviajas.com/conheca-os-melhores-vinhos-de-mesa-do-brasil/
Publiquei o resultado do concurso também na minha coluna da revista digital Vinetur da Espanha, com grande interesse de mais de 3.600 leitores europeus.
Por isso considero muito positiva a renovação da identidade visual que a Cooperativa Vinícola Garibaldi está fazendo com o rebranding da linha Vino Di Bartolo – um dos rótulos mais tradicionais da marca gaúcha. Além de sua importância comercial, o vinho de mesa representa um papel essencial aos cooperados, uma vez que é elaborado com uvas americanas e híbridas. Pouco mais de 56% da produção que os cooperados entregam à Garibaldi são dessas variedades. Elas também representam cerca de 85% das uvas colhidas anualmente no Rio Grande do Sul, que responde por aproximadamente 90% da produção nacional de vinhos.
Veja o que a assessoria de imprensa informa. Com a renovação da linha Vino Di Bartolo, a Cooperativa Vinícola Garibaldi valoriza a identidade de um vinho cujas uvas que originam o produto estão intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento da vitivinicultura nacional. Além disso, reafirma sua proposta em oferecer um mix completo, capaz de atender aos diferentes perfis de consumo do mercado brasileiro. Conheça abaixo um pouco mais sobre os seis rótulos que compõem a linha: Branco Seco, Branco Suave, Tinto Seco, Tinto Suave, Bordô Seco e Bordô Suave.
A linha Bartolo reúne seis rótulos elaborados com uvas americanas, alguns com um blend delas e outros unicamente com a variedade Bordô. Cada vinho preserva as características típicas de sua elaboração, oferecendo opções secas e suaves para diferentes ocasiões.
Vino Di Bartolo Tinto Seco: Apresenta coloração vermelho-rubi com reflexos violáceos e aspecto límpido. No aroma, destacam-se notas frutadas características da uva, acompanhadas por nuances de framboesa. Em boca, revela o sabor marcante da fruta, com acidez equilibrada.
Vino Di Bartolo Tinto Suave: De coloração vermelho-rubi com reflexos violáceos e aspecto límpido, traz aromas frutados com notas de framboesa. No paladar, alia doçura ao sabor da fruta, sustentado por acidez equilibrada.
Vino Di Bartolo Bordô Seco: Apresenta coloração vermelho-violáceo e aspecto límpido. Os aromas trazem notas de amora e frutas típicas da variedade. Em boca, evidencia equilíbrio entre o sabor da uva e a acidez.
Vino Di Bartolo Bordô Suave: De coloração vermelho-violáceo, tem aromas frutados, com destaque para notas de amora. O paladar se destaca pela suavidade.
Vino Di Bartolo Branco Seco: De coloração amarelo-palha com reflexos dourados, apresenta aspecto límpido e brilhante. No aroma, destacam-se notas de maracujá. Em boca, oferece frescor e acidez equilibrada.
Vino Di Bartolo Branco Suave: Com coloração amarelo-palha e reflexos dourados, reúne aromas frutados que remetem ao maracujá. No paladar, apresenta doçura equilibrada, preservando o frescor e as características da fruta.
Fontes: Blogue In Vino Viajas, Revista Digital Vinetur e Viviane Somacal/Exata Comunicação